[Crônicas de Quinta]: Falar de Amor Não é Amar, Cerejinha!
By Luciana Souza - 09:27
"Como assim?" Penso comigo, como ele sempre sabe o que estou pensando, como sempre sabe dos meus medos e como sempre tem as respostas para as minhas mais profundas perguntas, para ser bem sincera eu não sei, só sei que ele me compreende melhor do que eu mesma possa vir a compreender um dia. Lembro-me de uma conversa que tivemos certa vez sobre o amor, suas palavras não saem das minhas lembranças "falar de amor não é amar minha cereja", ele me chama assim desde que nos conhecemos por causa do meu cabelo vermelho, no começo me deixava irritada mas agora até gosto, mas não era esse o foco.
Bem, lhe perguntei o que afinal era o amor para ele e com o sorriso mais debochado do mundo ele me disse que "amor era passar as batatas para o amigo", que idiota pensei, citando espelho,espelho meu num assunto tão sério, dou um sorriso de leve para disfarçar minha frustração, ele me encara por um momento então diz "falar de amor não é amar minha cereja, ele vai muito além de palavras, vai muito além de mim ou de você, eu sinceramente não acredito que alguém posso compreendê-lo um dia" mais uma vez fico sem palavras, então é isso o cara que sempre sabe como responder meus medos simplesmente não sabe o que é o amor ou o ato de amar, fiquei meio decepcionada confesso.
Fiquei pensando por um tempo o que afinal poderia ser o amor e cheguei a uma teoria, talvez tenhamos distorcido seu significado, talvez tenhamos nos esquecido de como ele é e de como realmente vive-lo, talvez ele tenha razão e a palavra em si não prove nada, nos apegamos tanto a palavras que esquecemos seus verdadeiros significados, como se um status regrado a belas palavras valesse mais do que o que existe no coração, como estamos errados. Um estalo. Desperto do meu estado de torpor, ele está a minha frente me observando com a imensidão azul de seus olhos.
"Porque isso é tão importante para você?" Ele quer saber, como se eu pudesse responder, apenas dou de ombros na esperança de que ele entenda o que eu não compreendo "foi só uma pergunta" digo por fim e talvez tenha sido mesmo, mas esperava que ele tivesse a resposta, ele me olha e sorri "apenas viva cerejinha" completa ele por fim, talvez ele tenha razão não basta apenas falar de amor temos que voltar a senti-lo.
Olá!
Nós do blog da Juu estamos com um projeto super legal, uma leitura coletiva do livro Interferências, da Connie Willis.
Olá pessoas, tudo bem? Eis que abril chega ao fim. Há 4 anos atrás, decidi voltar a mexer em um blog que tinha dese 2010. De lá para cá, conheci pessoas maravilhosas, tive publicações em livros, parcerias com editoras e autores maravilhosos. Quatro anos que não podem passar em branco! Então, juntamente com a minha parceira da vida Tudo Que Motiva, que começou lá, juntinho comigo, estamos promovendo um super sorteio!
Serão váários livros para 3 sortudos diferentes. Tem ebook, marcadores exclusivos e LIVROS dos mais diversos tipos e gêneros literário.
Se colocar no lugar do outro nunca é uma tarefa fácil, pelo contrário se torna por vezes mais difícil que falar de sentimentos, não queremos ser contrariados e o mínimo resquício de se provar o quanto estamos errados sobre o “outro” nos assusta, logo não nos colocamos em seu lugar para manter firme aqui dentro essa imagem que fazemos um do outro. Redundante, bobagem, descabível tudo isso eu sei mas só o fato de estar negando o que acabou de ler o torna uma pessoa medrosa, daqueles que evita qualquer tipo de empatia.
Aceite que o tempo passa, que as pessoas mudam, que umas vão e outras vêm. Aceite que nem tudo é como você deseja, muito menos como planeja. Aceite que a vida não é simples, mas pode ser um mar de rosas se você souber como vive-la. Aceite que para uns Star Wars é melhor que Star Trek e que são histórias completamente diferentes, aceite que enquanto uns são apaixonados por pizza outros simplesmente vão de salada. Aceite.
Aceite que nem todos tem a ambição de mudar enquanto alguns batalham a vida toda para conseguir realizar um sonho, seja ele uma viagem, uma casa, um carro, uma faculdade. Aceite que enquanto uns almejam inúmeros filhos e uma família enorme outros desejam apenas ficarem só em sua companhia e que isso não torna ninguém egoísta. Aceite que expressão não é coração, não julgue, escute. Aceite.
Aceite que cada um de nós temos o reconhecimento certo, na hora certa, pela coisa certa em cima de trabalho árduo e de dedicação, nada vem do céu. Aceite que para se conquistar algo é preciso coragem e fé, é preciso determinação e acima de tudo não ter medo, é preciso seguir firme e aguentar o que vier, claro se a causa valer a pena. Aceite que o que é bom para uns não é bom para outros. Aceite que existem corintianos, palmeirenses, são paulinos, atleticanos e aqueles que ainda não descobriram qual a função do futebol. Aceite.
Aceite ser branca, negra, parda, índia. Aceite ser loira, morena, crespa. Aceite ser brasileira, indiana, americana, italiana, francesa, londrina, africana. Aceite ser magra, gorda, alta, baixa. Aceite seu óculos, seu aparelho, seu jeans rasgado, seu tênis velho. Aceite morar na favela, no melhor bairro, no interior, na cidade grande. Aceite ser quem você é independente do que digam. Aceite as criticas, o elogios, aceite aqueles que se vão da sua vida e aqueles que vêm, alguns para ficar. Aceite, é melhor,apenas aceite ser você. A empatia começa em você, vamos praticar mais e falar menos.
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O começo do fim...
Olá leitores, dica de hoje vai para quem é de São Paulo - SP!
A Editora Sextante está completando 20 anos de vida! E para comemorar, será realizado um clico de palestras nos dias 26 e 27 de maio no Teatro Gazeta. Entre os convidados para o evento estão Augusto Cury, Sri Prem Baba e Deltan Dallagnol. Na imagem abaixo estão todas as informações sobre o evento:
Oi gente! As ilustrações de hoje são de personagens de filmes e séries que ficaram MUITO fofos no olhar da artista Charlotte Lebreton! Nem precisa ter assistido a alguns para perceber que ficou igual. Olha só:
As vezes é difícil deixar a imaginação me guiar, mesmo em meio a meras palavras borradas em uma folha amassada de papel me sinto fechada e sem coragem de dizer tudo o que realmente anda preso aqui dentro. A verdade é que já faz um tempo que não sei mais quem eu sou e muito pouco entendo o que caminho que venho trilhando ao decorrer dos longos dias que ando enfrentando. Eu sei parece depressivo. Mas acredite, não é. Deixo-me guiar por entre palavras entaladas na garganta e sufocadas por um sorriso forçado que insisto em colocar nos lábios todos os dias, mesmo sabendo que as pessoas a minha volta já não acreditam mais nele. Nem eu acredito. Me sinto ainda mais sozinha a cada novo dia que surge, sem vontade ou interesse de sair da cama, me pego olhando para um teto manchado e me perguntando quando aquela infeliz rotina terá um fim. Eu sei que cabe a mim decidir. Mas não quero, essa é a verdade. Gostaria que ao menos uma vez na vida tudo se resolve sem que eu tivesse que interferir em algo.
Desabafo. É o que parece esse texto, mas no fundo não passa de mera palavras jogadas entre batidas rápidas de teclas empoeiradas e uma pressa em desafogar o que parece estar prestes a transbordar dentro de mim. Já teve a sensação de derramar para dentro e não para fora? Não queira, se nunca teve, é como cair em um lago negro no meio da noite, sem ninguém para te socorrer, você sente a água gelada entrar por sua boca e narinas e tomar conta de todo o seu corpo, te sufocando por dentro. Estou cheia. Quase derramando para ser sincera. Mas não que isso vá mudar algo ou resolver alguma coisa, a verdade – sou cheia de verdades, já notaram? – é que a gente derrama meio corpo e volta para debaixo da torneira que é a rotina desgastante que nos envolvemos por mero comodismo. Derramar meio corpo. Deu para entender?
A cada dia que passa me sinto mais presa a mim mesma. Faz tanto tempo que não tenho uma boa conversa que tenho a sensação de estar desaprendendo a falar. Vê se pode? Loucura, eu sei, mas é assim que me sinto. Me sinto sozinha em meio a imensidão de pessoas a minha volta, como uma rádio fora de sintonia e abandonada que ninguém mais ouve. Essa é verdade. Escrevo porque ninguém me ouve. Ou finge não ouvir. Nem eu quero me ouvir às vezes, as mesmas lamúrias e desencontros de sempre. Assim como a total falta de vontade de fazer tudo diferente. Como eu disse estou transbordando, então não espere nada de mim nesse instante e nem nos próximos...sei lá quanto tempo. Não sei quando serei eu de novo, se é que isso é possível, provavelmente quando conseguir derramar meu meio corpo já serei uma nova pessoa como a mesma imensidão negra e sufocante de sempre. Isso é possível? Teremos que descobrir não é mesmo.
No fim as palavras se tornam clichês e repetitivas como uma professora ensinando alfabeto para uma turma. Ficamos só no falar ao longo dos anos e nos acomodamos em não fazer nada. Apenas sonhamos e esperamos que a solução caia do céu como uma forte chuva que surge na calada da noite. Um dia me disseram que eu colocava muito de mim em minhas palavras e que isso era perigoso, como se eu me perdesse a cada novo texto. Por um tempo deixei de ser assim e senti que me perdi de mim no meio dessa transição e olhem só, nunca mais me achei. Não sou mais aquela garota de 2010 que começou a escrever para desafogar o turbilhão em seu peito no velho Tumblr. Me senti retraída por um tempo e ainda me sinto assim, às vezes só consigo aliviar o peso quando jogo palavras sem nexo num velho papel ou até mesmo num rascunho do nosso eterno Word. Só assim tenho a sensação de que me acho e de que sei quem sou naquele momento. Uma garota que no auge dos seus vinte e tantos anos que se encontra numa encruzilhada entre seguir a vida em prol dos outros ou em prol de si mesma. Perdidas entre realidade e sonhos. Afogando-se em si mesma. Se transformando numa grande e negra imensidão sem fim.













