Quinta-feira. 17 de abril de 2014. Morre Gabriel García Marquez. 87 anos. Colombiano. Nobel de Literatura. Autor de "Cem anos de solidão", "Amor nos tempos de cólera", entre outros. Grande perda. E novamente, milhares de pessoas sofrem, e principalmente, agem como se fosse o maior ídolo. Foi assim com Amy, Chorão, e tantos outros. Não que eu queira julgar, longe disso. A morte mexe mesmo com cada um, de uma maneira. Há pessoas que estão confundindo o escritor, com o ator Gael García Bernal, que atuou em filmes como "Diário de motocicleta", "Pronta para amar", "Ensaio sobre a cegueira". Não foi o ator que morreu. Foi o escritor, tão maravilhoso. Como eu disse, cada um lida a sua maneira. O presidente norte-americano, Barack Obama afirmou que "O mundo perdeu um dos maiores e mais visionários escritores, um dos meus preferidos desde que eu era jovem". Já  Luís Fernando Veríssimo, sempre lúcido, declarou que García Márquez mudou a ótica do mundo com relação à América do Sul. E mudou mesmo. Eu confesso que antes de ingressar na faculdade, não conhecia tanto a obra do autor, e foi estudando Espanhol, que pude conhecer e me encantar. No segundo período, apresentei um seminário sobre um conto "Un señor muy viejo con unas alas enormes", um misto de realidade e fantasia, com um pano e fundo daqueles que nos faz pensar.  Outros trabalhos surgiram no decorrer da graduação. E além da obra, sempre temos que aprender um pouco da vida pessoal, da biografia, e descobri o Nobel em 1982, o interesse de Gabo por cinema, e sua autobiografia "Vivir para contarla" (que já entra para a lista dos livros que preciso adquirir).

Semestre passado, em mais um seminário de Espanhol na faculdade, dessa vez voltado para a prática docente no Ensino Fundamental, deveríamos apresentar um cânone na atividade, e escolhemos Gabriel.  Deveríamos extrair um pequeno fragmento da obra do autor e optamos por "Cem anos de solidão", e  confesso: nunca li o livro todo. Ele é enorme e estudante de Letras sabe bem que não pode ler o que deseja, e sim o que mandam. A história de uma de suas obras mais notáveis, gira em torno da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração -, e foi considerada um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado "Realismo Fantástico".
Posso ter o prazer de dizer que estudei e conheci um pouco da vida desse autor único. Do cânone da Literatura latino-americana. Vai com Deus, Gabo. Estará sempre presente através de seus magníficos feitos. Não é qualquer um que consegue exprimir, expressar e criar de maneira tão sensível, de agir e de lutar.  


                                     


Deixe um comentário